.'. "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente" .'.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Furacão Sandy obriga Nova York a paralisar o transporte público

O governo de Nova York interrompeu no domingo (28) à noite todos os serviços de metrô, ônibus e trens regionais com a aproximação do furacão Sandy da costa nordeste dos Estados Unidos. A prefeitura decidiu paralisar todos os transportes públicos, afetando milhões de pessoas, ante o temor de inundações e de fortes rajadas de vento provocadas pelo furacão, que deve atingir a cidade na noite desta segunda-feira (29).
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Trens foram paralisados às 19h de domingo e não há previsão de retorno do serviço

A chegada do furacão provocou o cancelamento de pelo menos 7,4 mil voos procedentes ou com destino à costa leste americana até terça-feira (30). A previsão é de que o tráfego aéreo seja afetado até quarta-feira (31).

As autoridades de Nova York decretaram no domingo (28) a saída obrigatória de 375 mil pessoas das áreas costeiras da cidade. A Bolsa de Nova York também ficará completamente fechada nesta segunda-feira (29), anunciou a operadora Nyse Euronext, que já havia informado que o New York Stock Exchange (NYSE) aconteceria apenas com operações eletrônicas.

A operadora alegou o risco para os funcionários da Bolsa para decidir pelo fechamento. A última vez que a Bolsa de Nova York fechou de forma excepcional foi depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em 27 de setembro de 1985, por ocasião da passagem do furacão Gloria, todos os mercados americanos permaneceram fechados.

Sandy, de categoria um na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, seguia no domingo na direção do nordeste dos Estados Unidos depois de ter passado pelo Caribe, onde provocou 66 mortes no Haiti, Cuba, República Dominicana, Jamaica e Bahamas.

Data da Publicação: 29 de outubro de 2012
Fonte: Zero Hora e AFP
Foto: Bruce Bennett/Getty Images

sábado, 30 de junho de 2012

Hero cop shot in the head gets promoted to sergeant


A hero cop who miraculously survived being shot in the head was promoted to sergeant Friday.
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Kevin Brennan, who was wounded in Brooklyn in January, took the test late last year. He was promoted to detective in February after the brave cop was shot by a thug outside a Bushwick housing project.
Police Commissioner Ray Kelly said at the promotion ceremony at One Police Plaza that Brennan made “a miraculous recovery from a near fatal gunshot wound he sustained in the line of duty last January.”
Brennan and 47 other cops were promoted to sergeant on Friday.
“I feel proud to be a sergeant, I put my life on hold to study,” said Brennan. “The last seven months have been crazy—getting shot, having a daughter, being promoted to detective and sergeant.”
Brennan is undergoing physical therapy and home with his daughter who turned six months old last week. He said he is experiencing a lot of pain in his spine.
Manhattan cop Nelson Vargara was also shot in the Bronx last Sunday. “I don’t want to see any police officer get shot, or anyone shot,” said Brennan. “I hope we get more guns off the street.”
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Date of publication: June 29, 2012
Source: Rebecca Harshbarger/New York Post
Photo: NYPD

domingo, 24 de junho de 2012

Jogador da NBA leva garrafada em briga e pode ficar fora da Olimpíada

Principal estrela da seleção francesa, Tony Parker pode perder todos os jogos olímpicos
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O armador francês Tony Parker passou por cirurgia no olho esquerdo após uma lesão provocada por uma briga em uma casa noturna de Nova York e não descarta a possibilidade de ficar de fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começarão no dia 27 de julho.
O jogador, que sofreu um corte na córnea após se envolver em uma briga entre os cantores Chris Brown e Drake, na qual até garrafas foram atiradas, afirmou em entrevista concedida ao site francês “RMC Sport” no domingo (24) que no começo do próximo mês será examinado em Nova York por um especialista escolhido pelo San Antonio Spurs, seu time na NBA e que os resultados da análise determinarão sua participação nos Jogos.
- A decisão não depende de mim. Esta nas mãos do médico e do San Antonio.
Parker ainda lamentou estar “no lugar errado na hora errada” e admitiu que ficou “alucinado” ao saber que teria que ser operado, mas garantiu que sua carreira não está em jogo e que precisa apenas esperar para se recuperar.
A indignação do francês é tão grande, que ele, inclusive, processou a casa noturna, pedindo uma indenização de US$ 20 milhões por considerar que os administradores do local foram negligentes e que não houve segurança e supervisão suficientes.
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Data da Publicação: 24 de junho de 2012
Fonte: R7 e EFE
Foto: Ronald Martinez - Getty Images

sábado, 10 de março de 2012

Atentado Terrorista nos Estados Unidos

11 de Setembro de 2001: Um poderoso e terrível ataque terrorista, ocorreu na manhã do dia 11 de Setembro de 2001 (exatamente às 8h48m e 9h03m locais), atingindo as duas torres do maior conjunto comercial do mundo, o World Trade Center, em Nova Iorque, que veio abaixo horas após ter sido parcialmente destruído por duas aeronaves comerciais Boeing 767, com um total de 157 passageiros a bordo. Eles haviam decolado de Boston (às 7h58m com 65 passageiros e às 7h59m com 92 passageiros e ambos com destino a Los Angeles).


Logo em seguida outra aeronave Boeing 757 da American Airlines, que havia decolado às 8h10m do Aeroporto de Dulles em Washington, com destino a Los Angeles, com 64 ocupantes (58 passageiros, 4 comissários e 2 pilotos), atingia em cheio o prédio do Pentágono, destruindo parte do conjunto e matando muitos funcionários do governo federal americano (exatamente às 9h43m). Outra aeronave Boeing 757, que havia decolado do Aeroporto de Newark em Nova Iorque às 8h01m com destino a São Francisco, foi sequestrada e derrubada, às 10h10m, caindo em Shanksville, a 130 quilômetros ao sul de Pittsburgh, na Pensilvânia, com 38 passageiros, 5 tripulantes e 2 pilotos (45 pessoas). No total foram quatro sequestros simultâneos, todos perfeitamente estudados e friamente consumados por terroristas árabes, provavelmente bancados pelo milionário saudita Osama Bin Laden, que hoje vive no Afeganistão e possui uma fortuna pessoal estimada de US$ 300 milhões (R$ 1,1 bilhão se convertido à época).


Pentágono: O avião atingiu a ala sudoeste do edifício e atravessou os anéis E, D e C. Calcula-se que tenham morrido em torno de 130 funcionários do governo americano. O local atingido abriga gabinetes executivos do Exército, além dos escritórios da Secretaria de Guerra. Fica em frente ao heliporto usado por autoridades. Previa-se que o presidente George W. Bush usaria essa instalação ainda naquela manhã, quando retornasse da Flórida. Ou seja, tudo leva a crer que os terroristas possuiam informantes dentro do próprio governo dos Estados Unidos. Um dos pilotos que comandou a destruição possuia dois cursos superiores na Alemanha e teve diversos treinamentos nos Estados Unidos. Daí se pode observar que o plano foi orquestrado friamente e por pessoas de alto gabarito e muita determinação.


Inaugurada em 1943, a sede do Departamento de Defesa dos EUA reúne os comandos das Forças Armadas e de 14 agências. O então presidente Franklin Roosevelt juntou ali repartições militares antes espalhadas por 17 edifícios, unificando o trabalho das equipes que traçavam estratégias contra o Eixo. O prédio foi construído em 16 meses com projetos de 1.000 arquitetos e mão-de-obra de 14.000 operários. O Pentágono tem 344.000 metros quadrados e 28 quilômetros de corredores. As edificações internas são dispostas em anéis concêntricos. Cada uma tem cinco andares.


World Trade Center: O complexo de sete torres ocupava 64.750 metros quadrados. Os dois prédios principais tinham 110 andares cada um. A altura do WTC-1 era de 417 metros e a do WTC-2,  dois metros menos. As outras torres variavam entre 8 e 47 andares. O conjunto abrigava escritórios de 400 empresas de 25 países e 50.000 pessoas trabalhavam nas torres norte e sul. Havia seis subsolos, com um centro comercial, estacionamento para 2.000 carros, acesso para duas estações de metrô e uma de trens. O conjunto gerava 50 toneladas de lixo por dia e consumia 8,5 milhões de litros de água potável. As máquinas de ar condicionado sugavam 363 000 litros de água por minuto do Rio Hudson e a antena de 110 metros do prédio WTC-1 era usada por dez emissoras de TV de Nova Iorque.


O ataque ao WTC: As torres gêmeas do World Trade Center foram construídas para resistir ao impacto de um Boeing 727. Não caíram quando os aviões entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia de quem os pilotava. O modo como os terroristas acertaram os prédios dá indícios de um planejamento milimétrico. Na velocidade máxima, acima dos 800 quilômetros por hora, um grande avião empurra tamanha quantidade de ar a sua frente que é virtualmente impossível que acerte um paredão numa colisão frontal. “A turbulência seria tão forte diante da parede que tiraria o Boeing da trajetória”, explica David Barioni Neto, vice-presidente técnico da companhia aérea Gol. Por isso eles voaram mais lentamente — calcula-se que a 450 quilômetros por hora — e optaram pela trajetória curva para chegar ao objetivo. No caso do Pentágono, em que não há imagens do momento do impacto, o problema é parecido. Descer uma aeronave de 115 toneladas numa pista de aeroporto exige combinar velocidade e aerodinâmica com equipamentos de precisão. Pousar sobre um alvo específico é quase uma loteria. Em todos os momentos, os extremistas mostraram o conhecimento de quem passou muito tempo num simulador de vôo, além de prática efetiva. Desligaram, por exemplo, os transponders que emitem sinais eletrônicos sobre a localização das aeronaves. Passaram também a voar em baixa altitude, fora do alcance dos radares. E, pelo menos num caso, foram eles que mandaram os passageiros ligar por celular para avisar do seqüestro. Queriam publicidade máxima de seus atos e agiram como se tivessem antecipado o cenário que construiriam.

Mesmo bastante avariadas, as torres não teriam caído só com os choques dos 767 contra suas estruturas. Cada aeronave colidiu contra as armações de aço e vidro com uma força de impacto equivalente a mais de 1.000 vezes o próprio peso. A maior parte da estrutura dos aviões é de alumínio. Numa batida dessas, seu corpo vai se deformando, franzindo, até transferir sobre a superfície atingida uma força capaz de rasgá-la. Nesse ponto, tudo o que está em seu interior já foi arremessado para a frente como se houvesse uma freada instantânea. Só então o resto da fuselagem penetra na estrutura. Quando isso aconteceu, os prédios tremeram, oscilaram e rangeram, como contam os sobreviventes do atentado terrorista em Nova York, mas se mantiveram de pé. Muita gente que estava nos andares inferiores escapou da morte na hora seguinte. Pessoas que estavam acima do 103º andar no edifício norte, o primeiro a ser acertado, ou do 93º da torre sul não tiveram a mesma chance. Os aviões em chamas praticamente dividiram seus alvos em dois blocos. Tudo o que havia nos pavimentos diretamente atingidos, móveis e pessoas, foi pulverizado pela explosão ou arremessado para fora pelo deslocamento de ar. Quem estava acima do ponto de colisão não tinha chance de passar pela parede de chamas que tomou quase dez andares de cada construção. Todas essas pessoas acabariam morrendo — no fogo, num salto de mais de 300 metros ou no desabamento.

Foram os incêndios, combinados com uma característica tecnológica dos arranha-céus, que os puseram abaixo. No impacto, cada área atingida alcançou imediatamente a temperatura de 450 graus Celsius, o ponto de combustão do querosene de aviação. Cada Boeing levava combustível suficiente para voar por mais 4.000 quilômetros — ou para queimar por algumas horas. Divisórias e móveis de madeira e plástico incendiaram-se também. A temperatura chegou aos 1.000 graus. O aço não se funde nesse ponto, mas perde dureza. Sustentados pelas colunas de aço de sua armação exterior, como gaiolas, os edifícios tiveram várias delas cortadas pelo efeito faca da penetração dos aviões. Depois, chegaram depressa ao ponto de colapso estrutural por causa do peso nas partes superiores aos pontos em que aconteceram os choques. O topo de cada torre sustentava um engenho cuja função era contrabalançar os efeitos do vento. Para garantir a resistência da estrutura a ventanias de até 320 quilômetros por hora, que deslocavam lateralmente a parte mais alta dos edifícios mais de 1 metro, essa placa de aço e concreto, montada sobre roletes, movia-se sempre na direção oposta à inclinação, impedindo que se alterasse o centro de gravidade do conjunto.

Essa plataforma pesava 600 toneladas. Cada laje dos blocos tinha mais 40 toneladas. Havia dezoito lajes acima dos andares avariados na torre sul e oito sobre os que ardiam no outro prédio. Quando o aço começou a se deformar, pelo calor, todo esse volume veio abaixo e funcionou como um martelo — um martelo que ganhava mais peso a cada andar que ia sendo esmagado. Técnicos em edificações supõem que os terroristas imaginaram esse efeito cascata de destruição ao planejar os atentados. “Se tivessem atingido o primeiro terço inferior dos prédios provavelmente eles ainda estariam de pé”, diz o arquiteto paulista Rubens Ascoli Brandão, que defendeu há quatro anos uma tese sobre o World Trade Center. “As colunas externas, que seguram tudo, começam muito grossas embaixo e vão afinando à medida que têm de suportar menos peso.” No ponto em que acertaram, os pilotos conseguiram produzir os piores efeitos. O World Trade Center agüentou os aviões, agüentaria focos de incêndio e até bombas. Mas impacto, chamas e explosões foram agressões demais.

“Na hora da pancada, o chão se mexeu e eu me senti como se estivesse pisando numa gelatina”, recorda o brasileiro Guilherme Castro, de 27 anos, funcionário de uma corretora que ocupava o 25º andar da primeira torre atingida. Na descida, ele encontrou uma escada bloqueada. Voltou e tomou outro caminho. Mais no alto, as torres tinham andares livres — o 44º e o 78º —, com casas de máquinas e grandes vãos horizontais para passagem de vento. Nesses pontos, era difícil encontrar a continuação das escadas. Houve quem morresse por causa disso. Quando Castro finalmente chegou à calçada, ouviu um estrondo ao passar por vítimas que eram socorridas na rua por bombeiros e policiais. Era o avião que atingia a segunda torre. Em seguida, vieram os desabamentos. Uma enorme nuvem de pó rolou sobre as ruas. Ela também penetrou no sistema de metrô da cidade, pelas estações que ficavam embaixo do World Trade Center, e seguiu por quilômetros dentro dos túneis. Os subterrâneos do complexo foram soterrados. “Estávamos bem lá embaixo quando o metrô parou”, recorda Luciana Salles, que ia com o marido, Alexandre, visitar a Estátua da Liberdade. “Um funcionário nos guiou pelos trilhos, no meio da poeira, até uma grade de ventilação. Saímos numa rua repleta de corpos e pedaços de pessoas.”

 Era tal a quantidade de pó e fumaça sobre Nova York que o fog pôde ser visto até por astronautas embarcados na Estação Espacial Internacional, que sobrevoava o Estado do Maine na manhã da terça-feira, a mais de 300 quilômetros de altura. O impacto dos Boeing com a estrutura de aço também repercutiu longe. Um deles foi registrado numa estação de sismologia da Universidade Columbia, a 20 quilômetros do centro de Nova York. Na escala que mede terremotos, alcançou 2,4 pontos — um tremor bastante sensível para quem via o horror a partir das ruas. Os prédios foram construídos com fundações que penetram por mais de 20 metros numa camada de rocha abaixo dos seis subsolos. As mortes de quem saltava, transmitidas para todo o planeta, foram vistas ao vivo por mais de 150 milhões de pessoas. Por que eles saltavam? Por que não aguardaram pelo socorro até o último momento? “Porque o suicídio é uma reação-limite mas esperada do ser humano”, diz Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP. “Diante da certeza de uma morte lenta e sofrida, as pessoas acabam escolhendo um meio mais rápido.” Um bombeiro que atuou no incêndio do prédio Joelma, em São Paulo, há 27 anos, conta que o calor era tão intenso que a pele de seu rosto, seu pescoço e suas mãos começou a se soltar. No World Trade Center, a temperatura era muito maior. Ainda houve quem esperasse por socorro, nas janelas, e um helicóptero se aproximou da torre norte a ponto de dar às pessoas a esperança de resgate. Minutos depois o outro prédio ruiu, e a operação se revelou impossível.

No final, pessoas de 60 nacionalidades diferentes faleceram no acidente que destruiu o World Trade Center, um complexo de escritórios e empresas multinacionais que abrigava mais de 20.000 pessoas trabalhando no dia a dia. Outras milhares de pessoas visitavam os edifícios, que ainda estavam relativamente vazios, em razão do horário. As nacionalidades das pessoas desaparecidas segundo fontes do Departamento de Estado do governo americano e do Consulado-Geral do Brasil em Nova York são: 3 613 Estados Unidos, 403 Holanda, 250 Índia, 208 Colômbia, 206 Alemanha, 200 Grã-Bretanha, 200 Paquistão, 150 Canadá, 133 Israel, 96 Rússia, 86 Itália, 71 El Salvador, 68 Portugal, 55 Austrália, 55 Bangladesh, 40 Áustria, 34 Irlanda, 34 Equador, 30 Polônia, 30 Coréia do Sul, 25 República Dominicana, 23 Japão, 20 Grécia, 17 México, 10 República Tcheca, 10 Eslováquia, 10 França, 8 Marrocos, 8 Iêmen, 7 Honduras, 7 Jamaica, 7 Taiwan, 6 Argentina, 6 Guatemala, 5 BRASIL, 5 Irã, 4 Bélgica, 4 Belize, 4 China, 4 Trinidad e Tobago, 3 Barbados, 3 Líbano, 3 Panamá, 3 Peru, 3 Venezuela, 2 Jordânia, 1 Bahamas, 1 Chile, 1 Costa Rica, 1 Dinamarca, 1 Egito, 1 Gana, 1 Indonésia, 1 Nova Zelândia, 1 Paraguai, 1 Sri Lanka, 1 Santa Lúcia, 1 Turquia, 1 Ucrânia e 1 Bielo-Rússia.

O antes, o durante e o depois: Os funcionários da corretora Cantor Fitzgerald, na torre norte do World Trade Center, costumavam assumir o posto de trabalho, entre o 101º e o 105º andares, por volta das 7 horas da manhã. Ligados à operação da bolsa de valores, eles adiantavam a programação do dia e estavam com tudo arrumado quando se iniciava o pregão, às 9 e meia. Mais de 700 deles morreram quando os andares foram atingidos em cheio pelo Boeing 767 em 11 de setembro. Nenhum teve o corpo localizado até o fim da semana passada, e provavelmente só alguns dos que foram atirados para fora do prédio no momento da explosão poderão ter os restos mortais entregues à família. Quanto mais os bombeiros e voluntários escavam a cordilheira de entulho das torres do World Trade Center — uma pilha de prejuízos na casa das três dezenas de bilhões de dólares —, mais fica claro que milhares de parentes e amigos não poderão chorar sobre os corpos de seus mortos. Até o fim da semana passada, 60 000 toneladas de aço, vidro e concreto tinham sido tiradas do local. Isso não dá um décimo do volume deixado pelo atentado terrorista. Mas a montanha de destroços já foi vasculhada, num processo que levou a encontrar apenas 241 corpos — com um total de identificados abaixo de duas centenas.

As autoridades registraram 6 300 pessoas desaparecidas. De mais de metade delas já há amostras de DNA enviadas pelos familiares — fios de cabelo, roupas, escova de dentes. Noutros casos, pais e descendentes doaram amostras de material genético para comparação com o de vítimas desfiguradas. Mas só 400 partes de corpos foram encontradas. “São mínimas as possibilidades de ainda haver sobreviventes”, resignou-se na terça-feira o prefeito Rudolph Giuliani. Dos escombros dos prédios, apenas sete vítimas saíram com vida. Dessas, quatro eram bombeiros aprisionados pelo desabamento do primeiro edifício.

Dois outros bombeiros passaram horas perdidos num buraco de 5 metros de profundidade, no qual caíram quando tentavam escalar as ruínas de uma ala do conjunto. Somente uma mulher, Genelle Guzman, de 31 anos, pode ser considerada sobrevivente da catástrofe. Descendo pelas escadas, ela estava no 13º andar quando a estrutura ruiu. Duas grandes placas de concreto acabaram criando uma tenda sobre seu corpo, que a protegeu do esmagamento. Ela foi encontrada 26 horas depois e se tornou a exceção ao destino de quem não conseguiu fugir do local antes do desmoronamento.

Quando vem abaixo uma estrutura de aço e concreto de mais de 400 metros de altura, tudo se mistura na queda. Andares mais altos, construídos com materiais mais leves, podem acabar embaixo das partes mais pesadas, as inferiores. Não há lógica nos escombros. As equipes de resgate utilizam equipamentos e técnicas especiais para examinar os destroços. Com a coordenação de técnicos experimentados no trabalho em áreas atingidas por terremotos e furacões, elas agiram seguindo um manual específico para essas situações. Primeiro, bombeiros encharcaram toda a superfície, para resfriar o material e diminuir a poeira no ar. A água penetra no entulho, ajuda a reduzir focos de incêndio internos e, como já se viu em outros casos, permite que eventuais sobreviventes presos lá dentro tenham chance de se manter hidratados até ser alcançados pelo socorro. Na noite posterior ao atentado, uma chuva forte ajudou nesse trabalho. Os primeiros a entrar na área são especialistas em estruturas, que avaliam o risco de novos desabamentos e providenciam calços e redes para que outros trabalhem com segurança.

No passo seguinte, cães percorrem o terreno, para farejar vítimas soterradas. Quando encontram um morto, deitam-se no local. Se acham alguém vivo, começam a cavar. Cerca de 300 cachorros foram mandados para o WTC. Voluntários organizaram na rua um hospital veterinário para eles. A cada duas horas, os animais têm de parar para lavar os olhos, tomar injeção de antibiótico, fazer curativos em ferimentos provocados por escombros, tratar queimaduras e recuperar o faro. Até eles enfrentam dificuldade para trabalhar entre corpos em decomposição.

Cada pequeno destroço é catado e depositado em baldes. Partes de corpos vão para caminhões frigoríficos e dali para os necrotérios. O prefeito encomendou 30.000 sacos especiais para transportar mortos, membros ou órgãos achados na área. Quase nada ainda foi usado. O entulho segue para um aterro, onde será descarregado diante de outras equipes, que o examinarão novamente. O FBI fica com o que seja supostamente peça de algum dos aviões. Nos restos dos prédios, só então os serralheiros iniciam o corte das vigas e pilares grandes, que são removidos por guindastes que podem erguer um peso equivalente ao de 25 ônibus urbanos. Essa ordem de trabalho evita mais impacto sobre os soterrados, mas no WTC ela pouco ajuda. Os estragos provocados pelo atentado criaram um cenário inédito na história das catástrofes. Ali aconteceram, conjuntamente, uma explosão com o poder de destruição de 100 toneladas de dinamite, um incêndio de graduação comparável à de um forno crematório e o desmoronamento de duas das maiores estruturas verticais fincadas no planeta. Isso acabou pulverizando os restos mortais de centenas das vítimas.

 As pessoas que viajavam no avião foram esmagadas na frenagem brusca e desintegradas a seguir na explosão. Quem estava nos andares em que o combustível explodiu sofreu carbonização imediata, caso dos funcionários da corretora Cantor Fitzgerald. Nos andares acima daquele ponto, o incêndio matou também algumas centenas de pessoas. Naquele horário havia cerca de 100 clientes tomando o café da manhã no restaurante Windows on the World, no 107º andar, servidos por aproximadamente setenta empregados da casa. Um pavimento abaixo, um congresso da consultoria financeira inglesa Risk Water reunia oitenta pessoas. Naquele dia, 161 inscritos se atrasaram — e se salvaram. Lá embaixo, a queda de escombros e depois o desabamento completaram o drama. As listas de vítimas mostram que houve menos mortos na torre sul porque, mesmo com seu desabamento ocorrendo primeiro, nesse prédio muita gente teve chance de descer, até pelos elevadores, logo que o edifício ao lado foi acertado pelo avião. A energia elétrica no complexo caiu muito tempo depois do primeiro impacto.

No banco Morgan Stanley, que ocupava 31 andares da torre sul, quarenta dos 3.500 empregados estão desaparecidos. Um chefe de segurança insistente e treinado conseguiu que a imensa maioria iniciasse a descida no momento em que a outra estrutura foi atingida. Queimados, asfixiados ou atingidos pelo desmoronamento, todos os mortos acabaram esmigalhados. Não foram poucos os casos em que corpos irreconhecíveis portavam um celular — e a identificação foi feita com a ajuda de técnicos das companhias telefônicas, que descobriram o número daqueles aparelhos. No mar, à profundidade de 600 metros, a pressão é de 200.000 toneladas — mais que suficiente para fazer sumir um corpo humano. Cada torre do WTC produziu cerca de 400.000 toneladas de entulho. Só de aço, há material suficiente para a construção de duas dezenas de monumentos iguais à Torre Eiffel. Nessas condições, com areia, móveis, papéis, equipamentos, vidro, ferro, tecidos e plásticos misturados, boa parte das vítimas simplesmente desapareceu.

De todos os pontos atingidos nos atentados, a grande esperança de encontrar sobreviventes repousava, num primeiro momento, nos escombros da parte atingida no Pentágono, em Washington, e nos subsolos do World Trade Center. Os dois lugares frustraram as equipes de socorro ainda mais que as torres. No Pentágono, que teve 118 corpos encontrados de um total de 189 desaparecidos na área em que o Boeing caiu, apenas um sobrevivente foi localizado debaixo dos escombros e morreu pouco depois. Ainda não se sabe tudo o que aconteceu nos seis subsolos do complexo WTC. Câmaras especiais mergulhadas entre os detritos amontoados e equipes de prospecção que entraram pelos túneis das duas estações de metrô e do terminal de trens que funcionavam a 26 metros de profundidade já mostraram que essas instalações, embora atingidas pelos escombros, resistiram quase a ponto de poder ser usadas imediatamente. Parte das garagens subterrâneas, sob edifícios que não desabaram, também agüentou, mas lá dentro só se acharam mortos, um deles num carro com os faróis acesos. Construído numa área pantanosa, o WTC tinha fundações impermeabilizadas como uma piscina ao contrário, que impediam a entrada de água. Elas trincaram e teme-se, agora, que a retirada do entulho facilite o rompimento desses diques. A remoção do material que está na superfície deve demorar três semanas. A recuperação da área, pelo menos um ano.

As temperaturas eram altíssimas nos subterrâneos porque os incêndios se mantiveram dentro das pilhas de destroços. Nesses casos, sempre que se perfura um túnel para descer mais alguns metros na escavação, há o risco de levar novas doses de oxigênio para baixo, realimentando as chamas. Foram detalhes como esses que levaram os responsáveis pelo resgate a cortar a presença de voluntários não experientes na área mais atingida. Nos primeiros dias, mais de 10.000 pessoas chegaram a trabalhar nos resgates. Um navio da Marinha americana, o U.S. NS Confort, ancorou perto do local para ajudar a abrigar voluntários. Havia gases tóxicos no ar — o que levou a que se vasculhassem algumas áreas com robôs experimentais cedidos pela Universidade do Sul da Flórida. Os detritos eram tão difíceis de ser escalados que os integrantes das equipes de frente estragavam, cada um, até dois pares de botas por dia. Mas botas, braços, roupas e alimentos não faltaram. As doações de sangue foram interrompidas quando se alcançou a marca de 100.000 litros. Não havia feridos para recebê-los. Registrou-se também a doação de 300 milhões de dólares às famílias das vítimas e para operações de busca. Essa é uma guerra em que os americanos começam respondendo a um atentado com recorde de vítimas também com um recorde de solidariedade.

A vulnerabilidade e o Islã: Durante a maior parte da terça-feira, 11 de Setembro, os assessores do presidente dos Estados Unidos acharam que ele não deveria retornar a Washington. Era perigoso demais. George W. Bush seria depois criticado por ter ziguezagueado entre bases militares em vez de retomar logo sua cadeira no coração do poder americano, a Casa Branca. O fato é que se temia outro ataque terrorista bem-sucedido, dessa vez à sede da Presidência. As implicações contidas na hesitação de Bush são tremendas. Mostram até que ponto o mundo mudou depois dos ataques às torres do World Trade Center e ao Pentágono. A alteração mais imediata diz respeito ao fim do mito da invulnerabilidade do território americano. O país mais poderoso do mundo viu ícones de sua identidade nacional ser alvejados com desconcertante facilidade. Por volta das 9 horas da manhã, dois aviões de passageiros seqüestrados puseram abaixo as torres gêmeas do World Trade Center, cujo destaque no horizonte de arranha-céus de Nova York simbolizava a supremacia econômica da superpotência. Um terceiro aparelho despencou sobre o Pentágono, sede do poder militar do império, nos arredores de Washington. Um quarto avião tomado por terroristas espatifou-se no solo em campo aberto. “Foi um ato de guerra”, definiu o presidente Bush. Tratou-se, de fato, de uma ofensiva terrorista em larga escala, sem similar na história, com milhares de mortos inocentes. Uma das primeiras coisas que se ouviram foi o clamor por revanche. Os americanos achavam que era preciso dar o troco — mas contra quem? “Não se trata apenas de capturar essas pessoas e fazer com que paguem pelo que fizeram”, disse o subsecretário de Defesa, Paul Wolfowitz. “É preciso também eliminar os santuários, os sistemas de apoio e acabar com os Estados que patrocinam o terrorismo.”

O número oficial de mortos foi superior a 6.000, cinco prédios nova-iorquinos tinham desabado e outros, com estruturas abaladas, ameaçavam vir abaixo. (outros prédios grandes, porém menores também ruiram posteriormente). Dez anos atrás, depois do colapso da União Soviética, o presidente George Bush, pai de George W., anunciou uma nova ordem mundial, cuja base era o triunfo dos valores americanos e da democracia liberal. Parecia que o derradeiro desafio da humanidade era promover o comércio global. Vive-se agora uma realidade muito mais perigosa. A única superpotência tornou-se alvo de fanáticos dispostos a tudo. Como a nação mais poderosa do planeta pode proteger-se das atrocidades terroristas? A questão talvez tenha de ser formulada de outra forma: qual deve ser o papel dos Estados Unidos nessa nova conjuntura? Bush pode decidir mudar sua política de distanciamento em relação às áreas de conflito no exterior. Em vez de tomar decisões unilaterais, como tem feito desde que assumiu, em janeiro, o presidente pode admitir que os Estados Unidos sozinhos são incapazes de garantir a própria segurança. Precisam da ajuda dos outros países democráticos para uma ação conjunta e persistente contra o terrorismo. Ou, ao contrário, talvez a Casa Branca resolva ser ainda mais isolacionista, olhando para o próprio umbigo e tentando manter longe as encrencas do Terceiro Mundo.

Os acontecimentos empurraram o presidente dos EUA para um teste de liderança que raros de seus antecessores enfrentaram. Em editorial, o influente Washington Post diz que mesmo o presidente Roosevelt, depois do ataque japonês em Pearl Harbor, podia ver um inimigo definido com clareza. “A enormidade que confronta Bush exige habilidades difíceis de encontrar em qualquer presidente, ainda mais em um com apenas oito meses de mandato e sete anos de vida pública”, escreveu o jornal. O momento pertence aos guerreiros, reação natural diante da enormidade da agressão. Não é de espantar que, após os atentados, o tom do discurso americano tenha mudado. Desapareceu como por mágica o relativismo cultural e seu corolário, o respeito por aquilo que possa ser considerado politicamente correto. O relativismo cultural, teoria formulada na década de 30 pelo antropólogo americano Melville Jean Herskovitz, preconiza que nenhuma cultura é superior a outra. Que cada uma deve ser entendida dentro de seu próprio contexto e, por isso mesmo, não cabem comparações entre elas. Em 1947, Herskovitz apresentou à Organização das Nações Unidas uma “recomendação” para que fossem respeitadas as culturas dos diferentes povos do mundo.

É dessa perspectiva que alguns estudiosos acham possível justificar, por exemplo, a prática de muçulmanos africanos de extirpar o clitóris das adolescentes. Do relativismo cultural nasceria na década de 80 o discurso politicamente correto, que aboliu do vocabulário palavras e expressões que soam pejorativas a minorias étnicas, homossexuais e portadores de deficiência física. Entre os governos, o politicamente correto baniu de documentos e discursos termos que pudessem soar chauvinistas e prepotentes. Com os atentados, o relativismo sofreu um abalo: por alguns dias, pelo menos, o mundo voltou a ser dividido entre países civilizados e nações bárbaras. E, contra os bárbaros, políticos e analistas pediram “vingança”. Com a autoridade de veterano do Vietnã e da Guerra Fria, o ex-secretário de Estado Henry Kissinger aconselhou os americanos a cuidar dos feridos e restaurar algum tipo de vida normal, como primeira resposta ao terrorismo. Depois, o governo deve empenhar-se numa resposta persistente para levar à destruição o sistema responsável pelo atentado. “A vitória não virá num único ataque”, afirma Samuel Berger, presidente do Conselho de Segurança Nacional no governo Bill Clinton. “É preciso desencadear uma guerra fria ao terror.”

Os americanos gastam 30 bilhões de dólares por ano em inteligência, e só a CIA, o serviço de espionagem, tem 2.000 agentes no exterior. O sistema caríssimo de vigilância eletrônica por satélites é capaz de fazer fotos tão detalhadas que se podem identificar pontas de cigarros jogadas fora pelos guerrilheiros no Afeganistão. A rede de vigilância envolve ainda aviões, navios e 5.000 pontos de captação de informações no mundo inteiro. A tecnologia empregada permite rastrear uma ligação de celular em qualquer lugar. Como nada disso funcionou? Nenhum dos treze órgãos encarregados de monitorar, receber e analisar todo tipo de informações relacionadas à segurança conseguiu evitar a entrada no país e a comunicação entre os terroristas. Não espanta tanto o frágil sistema de segurança nos congestionadíssimos aeroportos americanos. Mais difícil de explicar é como são tão desprotegidas até mesmo as instalações militares e a sede do governo em Washington. A hesitação em voltar a Washington pode ter valido pontos negativos na popularidade do presidente Bush, mas tinha fundamentos mais fortes. Como se saberia depois, a Casa Branca e o avião presidencial, o Air Force One, estavam entre os alvos dos terroristas.

Parte dos problemas em evitar os ataques decorre do caráter especial do terrorismo islâmico. Os espiões americanos têm dificuldade em infiltrar os grupos, pois não são bem-vindos nem podem contar com a colaboração das autoridades na maioria dos países muçulmanos. Mas operações de grande porte deixam pistas bem concretas. Para um homem-bomba na Palestina basta enrolar explosivos em torno da cintura e procurar vítimas indefesas entre os israelenses. Um ataque como o da semana passada exige planejamento sistemático, boa organização, bases de apoio e algum dinheiro. Não é possível improvisar numa operação dessa magnitude. O FBI acredita que cada avião foi tomado por um grupo de quatro ou cinco homens. Outra meia centena de conspiradores fez o trabalho de retaguarda. Por que os americanos, tão bem equipados tecnologicamente, tão armados de sistemas de segurança, não tomaram conhecimento de um movimento sequer desses criminosos? A última vez que os Estados Unidos testemunharam um ataque terrorista de grandes proporções foi em 1995, na cidade de Oklahoma, com 168 mortos. Foram rápidos em acusar fanáticos muçulmanos. Logo descobriram que o culpado era um fanático doméstico, Timothy McVeigh. Réu confesso, foi executado em junho. A comunidade árabe nos Estados Unidos costuma usar o episódio como comprovação de preconceito e discriminação.

Há mais de 1 bilhão de muçulmanos espalhados por quase todos os países. Na maioria, são moderados. A minoria radical, no entanto, tem uma disposição fanática para matar e morrer e se une num ódio incontrolável contra os Estados Unidos, em sua opinião um país satânico. Em sua visão, atacar o demônio americano garante ao fiel um lugar de honra no paraíso. Como se pode lidar com terroristas cujo objetivo é retornar ao século VIII? Eles não fazem exigências, não pedem dinheiro para libertar reféns. Só querem ver sangue. Os Estados Unidos tinham passado praticamente incólumes ao terrorismo. Há décadas a Europa e o Oriente Médio sofrem com bombas e tiroteios de várias maneiras. Só nos anos 90 houve os primeiros atentados, mas todos de pequena monta. O mais sério foi perpetrado exatamente contra o World Trade Center, em 1993. Um grupo de egípcios, paquistaneses e palestinos colocou um carro-bomba no subsolo de uma das torres gêmeas, matando seis pessoas. O objetivo era convencer os Estados Unidos de que estavam em guerra com o Islã. É espantoso que, apesar disso, a maioria dos americanos se acreditava livre dos horrores vistos em outros países pela televisão. Os planos de contingência previam ataques com armas biológicas ou químicas — ninguém imaginou seqüestradores armados com facas em aviões comerciais.
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Apesar dos prognósticos de que os Estados Unidos podem tornar-se menos cordiais em suas relações internacionais, o mundo tende a se transformar em um só. Também nesse aspecto há mudanças em curso. A oposição à globalização já existia como fenômeno ambientalista, de minorias, das ONGs e dos sindicatos. Agora também deve levar em conta essa nova complicação: o Islã como fonte de preocupação para a paz mundial. A globalização incomoda a turma do turbante pela modernidade que traz no bojo. O fundamentalismo islâmico é, em boa medida, a manifestação de uma elite que exerce sobre seus povos uma tirania milenar, baseada na religião e nos costumes imutáveis. Se é contra a civilização ocidental é porque não pode conviver com seus princípios básicos, notadamente a liberdade política e individual. O universo dos fundamentalistas é aquele em que se queimam livros, se proíbem filmes e música. As mulheres são cobertas de véus e devem submissão ao poder masculino. Os fundamentalistas usam Deus como desculpa para todas as coisas — inclusive as mais terríveis atrocidades, como as cometidas em Nova York e Washington. Os aviões não foram jogados contra prédios, mas contra um sistema de vida. Esta guerra está apenas começando.
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Maomé e religião: Primeiro é preciso considerar que o Islã é o segundo maior grupo religioso do planeta. A grande maioria dos muçulmanos está na Ásia e na África, mas entre os americanos eles já são quase 7 milhões — e o número de adesões é crescente. Depois, é preciso admitir que os muçulmanos ocupam países paupérrimos, como o Sudão, mas também controlam áreas que são grandes produtoras de petróleo. E, finalmente, deve-se levar em conta que, embora os islamitas em sua maioria sejam pessoas pacíficas e generosas, há um grupo radical e violento cuja influência entre os seguidores de Maomé vem se tornando mais importante a cada ano. E que esse grupo foi capaz de explodir o World Trade Center, ícone do capitalismo, matando mais de 6 000 pessoas.
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As faces do Islã são tão diversas como os países nos quais se estabeleceu. Mas de maneira geral os muçulmanos formam um povo profundamente religioso. Seguem os mandamentos de Maomé, o profeta que nasceu em 570, em Meca, na Arábia Saudita. Maomé viveu os primeiros cinco anos da infância no deserto. Depois, foi ser pastor de carneiros e, quando completou 20 anos de idade, trabalhou como caravaneiro de uma viúva rica, Khadidja. Ela era dez anos mais velha que ele. Os dois se casaram, tiveram uma filha e, por volta do ano 612, Maomé começou a ter visões. Ele criou então uma religião que absorveu toda a tradição judaica e cristã. Dizia que Abraão, Moisés e Jesus eram profetas de uma mesma linhagem.
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Ele próprio era o último e o mais importante dos profetas de Alá. Seus ensinamentos, portanto, eram os que deveriam ser seguidos. E todo muçulmano teria como missão espalhar a fé islâmica pelo planeta. Nos ensinamentos de Maomé há preceitos religiosos, regras para a organização do Estado, instruções para o relacionamento entre pessoas e até normas para o dia-a-dia do tipo: as pessoas devem cortar as unhas começando pelo dedo mínimo da mão direita e terminando no polegar. Segundo sua doutrina, todo muçulmano nasce puro, e ganha o reino dos céus se cumpre com suas obrigações, todas muito bem definidas. Os cinco pilares da religião islâmica são:
• a propagação da crença num deus único;
• a oração, que deve ser feita cinco vezes ao dia;
• o jejum durante o mês do Ramadã (em que o Corão foi revelado a Maomé);
• o zakat, doação anual que todos estão obrigados a fazer ao governo para redistribuição posterior;
• a peregrinação anual a Meca.
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O problema está justamente no primeiro dos itens acima. Segundo o Corão, os crentes devem defender sua fé, divulgá-la e lutar pela justiça e pelo bem. Ocorre que, há cerca de três décadas, vem crescendo o número de grupos que interpretam o texto sagrado de forma radical e pegam em armas para impor a fé islâmica. Hoje, todo o governo secular muçulmano enfrenta o desafio desses grupos radicais. Eles reclamam não apenas que os líderes políticos abandonaram a lei do Corão, mas que fizeram isso sem resolver os problemas crônicos de desemprego, corrupção e desesperança que afligem seus povos. Os americanos são odiados e atacados por seu apoio a Israel, a governos ditatoriais, como o do xá Reza Pahlevi, do Irã (deposto em 1979), por manterem tropas no território santificado da Arábia Saudita, berço do islamismo, e por serem o símbolo do capitalismo, que os mais conservadores consideram uma ameaça.
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A tradução da palavra Islã é “rendição” — rendição dos infiéis à doutrina de Maomé. Os muçulmanos comuns, quando morrem, ficam numa espécie de estágio intermediário aguardando o juízo final, quando será decidido se irão para o céu ou para o inferno. Mas a fé islâmica reverencia os mártires da luta religiosa, que vão diretamente para o céu, sem escalas — e o céu dos muçulmanos é maravilhoso. Na descrição do texto sagrado, ele tem leitos incrustados com ouro e pedras preciosas, onde os homens são servidos de frutas e bebidas de sua predileção por jovens que fazem sexo, mas permanecem sempre virgens. Cada homem tem direito a 100 virgens.
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Mulher, no universo muçulmano, é um ser especial. Tem de vestir uma bata longa que esconda as formas do corpo e cubra o cabelo. Em países mais tradicionais, mulheres que deixam o lenço escorregar em local público são chicoteadas. Elas sofrem ainda outras restrições no Islã. Não podem estudar, trabalhar, discutir com seus maridos — aliás, é permitido a eles bater nas esposas. E, se ficam viúvas ou órfãs, não têm direito a herança. Essas são normas que vêm do século VII. Ainda valem em muitas regiões porque o Corão é tido, entre os islamitas, como uma versão concreta do sagrado. Conforme a crença muçulmana, o Corão já existia, no céu, antes que Maomé pusesse as palavras no papel. É, portanto, intocável. No capítulo que trata das obrigações missionárias do povo, o Corão esclarece: “Não há compulsão no Islã”. Os povos não podem ser convertidos pela força. Mas a força pode e deve ser usada para banir a hostilidade ao islamismo. O texto sagrado, está-se vendo, autoriza a guerra contra os inimigos do povo muçulmano. E ainda ensina: “Quando empreendida, a luta deve ser levada a cabo com vigor”.
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 A história do Islã tem catorze séculos. Durante oito deles, os muçulmanos dominaram um terço do mundo conhecido. Invadiram grande parte da Europa e a Pérsia, chegaram à Indonésia. Naquela época, eles formavam um povo ilustrado que impunha sua cultura em ambientes medievais decadentes. Foi um tempo de glória. A força dos radicais muçulmanos, atualmente, está no apelo que fazem à memória dos tempos de prestígio de seu povo. E a uma interpretação meio enviesada do Corão. Em sua versão, o suicídio no campo de batalha é uma das espécies de martírio, em favor da fé, premiadas com as delícias do céu.
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O terrorismo: Terroristas são como baratas. Para cada uma avistada, há centenas de outras escondidas. Os agentes do FBI que investigam os atentados a Nova York e Washington começavam, na semana passada, a descer aos ninhos do terrorismo islâmico. Até onde puderam sondar não há ainda um fundo ao alcance da vista. A rede do terror parece ter seu epicentro na paisagem lunar e estéril do Afeganistão. Mas a raiz do mal se nutre de apoio logístico direto dos órgãos de segurança de um grupo de países dominados pelo islamismo, como o Iraque, o Iêmen e a Argélia. O terror conta com a neutralidade e até a simpatia de líderes e instituições religiosas de dezenas de nações de população muçulmana, como o Egito e o Sudão. De um outro grupo de países os terroristas recebem ajuda financeira. Alguns estão tão distantes dos conflitos que chega a ser estranho ver seus nomes na lista dos lugares que os investigadores acham que vale a pena manter sob vigilância. É o caso do Paraguai — e, naturalmente, dos próprios Estados Unidos.
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 “Agora mesmo, entre nós, estão circulando livremente pessoas diretamente relacionadas com o atentado”, disse John Ashcroft, secretário de Justiça dos Estados Unidos. Os agentes do FBI reunidos sob a sigla PENTTBOM, que identifica os dois alvos dos terroristas, o Pentágono e as torres gêmeas de Nova York, mantinham sob custódia na semana passada duas dezenas de pessoas que podem ter alguma relação com os atentados. 
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Quatro delas foram declaradas suspeitas de ter dado auxílio material aos terroristas. Uma foi detida, pois se acredita que tenha sido testemunha dos preparativos dos ataques. O principal suspeito de ter ajudado os terroristas é Albader Alhazmi, um pacato radiologista que há alguns anos pratica sua especialidade em San Antonio, no Texas. Outros presos são imigrantes árabes que, detidos por portar documentos falsos na semana passada, mentiram sobre o país de origem. Passaram a ser considerados suspeitos. Desconfiar de estrangeiros é um pesadelo para a democracia americana, cujo vigor se mantém justamente por atrair imigrantes de todas as partes do mundo, num ritmo que nenhum outro país consegue, nem quer, igualar. “Estamos em guerra em casa contra um inimigo dissimulado que vive entre nós com um estilo de vida absolutamente normal”, afirmou Ashcroft. “Fora de casa há uma rede organizada que ampara e incentiva os criminosos. Nosso objetivo é descobrir e desmantelar essas conexões.”
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O governo Bush vai pedir ao Congresso, que os cidadãos americanos sejam submetidos, pela primeira vez em sua história, a uma lei marcial. “A lei antiterror diminui a liberdade de todas as pessoas deste país”, lamentou o senador Patrick Leahy, um democrata que chegou a esboçar um decreto alternativo, menos invasivo que o da administração Bush. Algumas liberdades sagradas dos americanos serão tocadas. Entre elas, a que proíbe o governo de bisbilhotar a vida econômica dos cidadãos. Pela nova Lei, o FBI ganha o direito de, sem ordem judicial, requisitar número e faturas de cartão de crédito de suspeitos de ajudar terroristas. A nova lei vai triplicar o número de guardas de fronteira e ordenar que cada vôo só saia do chão com um guarda armado em trajes civis.
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Guerra - Os Estados Unidos se prepararam friamente para responder ao ataque terrorista e, iniciou no mês de Outubro, um maciço ataque por terra, mar e ar, contra os terroristas, bombardeando instalações militares, aeroportos e pontos de apoios dos muçulmanos, no Afeganistão. A Inglaterra inicialmente e, posteriormente o França, Canadá, Austrália e Alemanha, com apoio da ONU e OTAN, caçam a todo custo o terrorista e milionário saudita Osama Bin Laden, que foi o cabeça e o mentor principal do atentado contra os Estados Unidos e tentam destruir o Taliban, que apoia Bin Laden e são considerados os executores do plano. É uma guerra onde muitos morrerão e com um final ainda imprevisível. O Taliban e os terroristas se defendem como podem, civis estão sendo mortos e ataques químicos e biológicos como o da bactéria Antraz começam a desencadear mortes também nos Estados Unidos, que estão em estado de alerta máximo.
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Fonte: Veja, Isto É, CNN e Portal Brasil

World Trade Center

World Trade Center foi um complexo de sete edifícios, mais conhecido apenas pelas torres gêmeas, construídos em Lower Manhattan, na cidade de Nova York. O complexo abriu em 4 de Abril de 1973 e foi destruído em 2001, durante os ataques de 11 de Setembro. À época, foram considerados os edifícios mais altos do mundo, superando o Empire State Building. Atualmente, o terreno abriga o Museu e Memorial Nacional do 11 de setembro e outros cinco novos arranha-céus estão sendo construídos. O complexo foi projetado no início da década de 1960 por Minoru Yamasaki em parceria com as empresas Associates of Troy, do estado de Michigan, e Emery Roth and Sons de Nova York.
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As torres gêmeas de 110 andares usaram o método estrutural de seções tubulares. Para ter a aprovação do projeto, o Port Authority of New York and New Jersey concordou em assumir o controle da empresa Hudson & Manhattan Railroad, predecessora da linha de metrô Port Authority Trans-Hudson (PATH), que liga Manhattan à Nova Jersey e que passava por debaixo do complexo. A pedra fundamental do edfício foi lançada no dia 5 de Agosto de 1966. A Torre Norte foi concluída em Dezembro de 1972 e a Torre Sul foi finalizada em Abril de 1973. Sua construção envolveu a escavação de inúmeros metros cúbicos de terra, usados posteriormente na criação do parque Battery Park City, a oeste de Lower Manhattan. O custo da construção foi de US$400 milhões ($2,169,167,354 em valores atuais). Localizado no coração financeiro da cidade de Nova York, o complexo possuía 1.24 milhão de m² de área útil. O restaurante Windows on the World se encontrava nos andares 106 e 107 da Torre Norte enquanto o deck de observação Top of the World localizava-se no andar 107 da Torre Sul. Os outros edifícios do complexo eram o Marriott World Trade Center6 World Trade Center, edifício sede de órgãos do governo; e o 7 World Trade Center, que foi construído em 1980. O World Trade Center pegou fogo parcialmente em 13 de Fevereiro de 1975 e sofreu um ataque a bomba em 26 de Fevereiro de 1993. Em 1998, o Port of Authority decidiu privatizar o complexo, transferindo a administração de todos os edífícios para uma empresa privada, a Silverstein Properties em julho de 2001.
As torres gêmeas do World Trade Center em Março de 2001. Todos os edifícios do complexo podem ser vistos nesta foto.
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Na manhã de 11 de Setembro de 2001, terroristas ligados ao grupo al-Qaeda jogaram dois Boeing 767 dentro do complexo, num ataque suicida coordenado. 57 minutos após o impacto, a Torre Sul entrou em colapso e ruiu, seguida 29 minutos depois pela Torre Norte, resultando em 2.750 mortes no World Trade Center. O 7 World Trade Center ruiu perto das 17 horas do mesmo dia e os outros edifícios do complexo foram demolidos por estarem muito danificados. O processo de limpeza e recuperação do terreno do World Trade Center durou oito meses. O primeiro edifício do novo complexo, o 7 World Trade Center, foi aberto em Maio de 2006. A Lower Manhattan Development Corporation (LMDC), criada em Novembro de 2001 para supervisionar o processo de reconstrução, organizou competições para escolher o melhor projeto. O projeto de Daniel Libeskind, chamado Memory Foundations foi o escolhido, que incluía a Freedom Tower, com 417 metros, além de três edifícios de escritórios ao longo da Rua Church e um memorial projetado por Michael Arad.
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Planejamento e Construção
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Durante o período pós-Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos prosperaram economicamente, com o aumento do comércio internacional. Nessa altura, o crescimento econômico na de Nova Iorque foi concentrado em Midtown Manhattan, sendo que a Lower Manhattan ficou de fora. Para ajudar a estimular a renovação urbana, David Rockefeller, com o apoio do seu irmão e Governador de Nova Iorque, Nelson Rockefeller, sugeriu que o Porth Authority deveria construir um "centro comercial mundial", em Lower Manhattan. Planos iniciais, tornados públicos em 1961, identificaram um terreno ao longo do Rio East para o World Trade Center. Objeções ao plano vieram do governador de Nova Jersey Robert B. Meyner, que ressentiu que Nova Iorque estaria recebendo US$ 335 milhões para o projeto. Entretanto, a New Jersey's Hudson & Manhattan Railroad (H & M) estava falindo. O diretor executivo do Port Authority, Austin J. Tobin concordou em assumir o controle da H & M Railroad, em troca do apoio de Nova Jersey para o projeto do World Trade Center.
Layout de um andar típico e a disposição dos elevadores das torres do WTC.
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Com esta aquisição, o Port Authority obteria o Terminal Hudson, e os velhos edifícios situados acima do terminal em Lower Manhattan. O Port Authority decidiu demolir estes edifícios, e utilizar este terreno ao longo do Rio Hudson para o World Trade Center. As torres do complexo foram projetadas pelo arquiteto Minoru Yamasaki com Antonio Brittiochi e Emery Roth e Sons como arquitetos auxiliares. O World Trade Center foi uma das mais notáveis implementações arquitetônicas da ética Americana de Le Corbusier, bem como uma forma de expressão das tendências gótico/modernistas de Yamasaki.
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Construção
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A construção do World Trade Center se inicia no seu planejamento, em 1951. O sistema de edificações de Nova Iorque exigia, na época, que os edifícios tivessem seis escadas, sendo uma destas à prova de fogo, e teria que ter um vestíbulo por onde a fumaça sairia, além de algumas placas de Betão inoxidável antifogo em volta do aço que sustentava cada edifício. Entretanto, essas atitudes tornariam o prédio muito caro e muito pesado, além de tirar parte do espaço alugável, o que tornaria a obra impossível para torres daquele tamanho. Em 1968, a Administração do Porto, formada entre a parceria dos prefeitos de Nova Iorque e de Nova Jérsei, que comandava a construção do World Trade Center, conseguiu mudar o sistema de edificações e com isso o projeto do WTC foi posto em ação. O novo sistema de edificações de 1968 exigia apenas três escadas e não era necessária escada de emergência nem as placas de betão, o que tornaria mais barata a construção desse gigantesco complexo e aumentaria o espaço alugável no interior do prédio. O projeto do complexo chegou às mãos do presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson, que permitiu a continuidade do projeto.
O World Trade Center em construção em 1971.
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O antigo sistema de edificações de 1933 exigia que a proteção contra fogo durasse pelo menos por três horas de incêndio intenso, além de ter uma proteção extra de betão para proteger o aço que sustentava o prédio. O novo sistema de edificações de 1968 exigia a proteção contra fogo durasse por pelo menos duas horas de fogo intenso e não era necessária uma proteção extra para proteger o aço estrutural.
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A construção do World Trade Center terminou em 1970, mas apenas em 1972 as primeiras empresas começaram a ir para as torres. A cerimônia de inauguração aconteceu em 4 de Abril de 1973, em que se reuniram mais de 300 mil pessoas, entre trabalhadores, autoridades da cidade e o presidente dos Estados UnidosRichard Nixon. Trabalhavam, por dia, 50 mil pessoas no WTC e recebia cerca de 200 mil visitantes por dia.
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O sistema de sprinklers do prédio nunca foi testado, assim como as paredes contra fogo. Na época da sua inauguração, em 1971, os engenheiros e arquitetos afirmavam que as Torres Gêmeas aguentariam até o impacto de um Boeing 707, o maior avião da época. Em 1978, um avião comercial vindo da Argentina quase bateu no World Trade Center devido à uma falha no sistema de comunicação com a torre de comando do aeroporto de Nova Iorque.
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Composição do Complexo do World Trade Center
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O Complexo era formado por sete edifícios, sendo:
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As Torres Gêmeas;
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A Torre Norte, ou WTC 1, que tinha no andar 107 um restaurante chamado Windows on the World e no andar 110, ou seja, no topo da torre havia uma torre de telecomunicações que servia como base de irradiação do sinal para algumas emissoras e como torre secundária para cobrir a Baixa Manhattan, região das torres. Eis as emissoras de TV que tinham seus sinais irradiados daquele local: WCBS 2, WNBC 4, WNYW 5WABC 7, WWOR 9, WPIX 11WNET 13, WPXN 31 e a WNJU 47. Também servia de base e/ou secundária para as seguintes rádios: WPAT 93.1, WNYC 93.9, WKCR 89.9 e WKTU 103.5.
A Torre Sul, ou WTC 2, que tinha um posto de observação apelidado de Top of the World.
O Hotel Marriott (WTC 3) Um hotel de classificação de 4 diamantes (superior à de 5 estrelas) que possuía 22 andares com o total de 825 quartos. No dia do atentado, haviam-se hospedado no Hotel Marriott cerca de 1000 pessoas que foram retiradas após o choque do American 11 na Torre Norte. Foi usado como centro de emergência dos bombeiros para a evacuação dos prédios. Ruiu com a queda da Torre Sul.
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WTC 4 era um prédio de escritórios de 9 andares localizado a sudeste das torres e estava instalado no prédio:
Deutsche Bank (Banco da Alemanha que ocupava o 4º, 5º e 6º andar);
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WTC 5 era um prédio de escritórios de 9 andares na zona a nordeste das torres que possuía a forma de um L e funcionava os escritórios da:
US Airways (Aviação dos Estados Unidos), American Airlines (a mesma que teve seu avião lançado contra a Torre Norte), FedEx(Empresa serviços de frete e logística norte-americano), Council of State Governments (Administração do governo), Credit Suisse First Boston (Banco Suíço) e também funcionava no subsolo a estação de metropolitano do World Trade Center.
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WTC 6 era um prédio do governo com sete andares localizado a Noroeste das torres onde funcionava uma espécie de abrigo;
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WTC 7 era um prédio de 47 andares localizado a norte das Torres Gêmeas. Funcionavam no prédio 7 órgãos do governo:
United States Secret Service (Serviço Secreto dos Estados Unidos), Department of Defense (Departamento de Defesa Americana), Immigration and Naturalization Service (Serviço de Imigração e Naturalização), U.S. Securities and Exchange Commission (Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos Estados Unidos), the Mayor's Office of Emergency Management (Gabinete de Gerenciamento de Emergência do Prefeito), the Internal Revenue Service Regional Council (Conselho Regional de Receita Federal), e a Central Intelligence Agency (CIA) (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos).
A planta do Complexo WTC. Em laranja, os edifícios que faziam parte do complexo.
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Eventos
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Em um dia típico 50,000 pessoas trabalhavam nas torres, com outras 200,000 passando como visitantes. O complexo foi tão grande que ele tinha o seu próprio código postal, 10048. As torres ofereciam uma vista espetacular do deck de observação (localizado no topo da Torre Sul) e o restaurante Windows on the World (localizado no topo da Torre Norte). As torres gêmeas ficaram conhecidas em todo o mundo, aparecendo em filmes, programas de TV, postais, merchandising, revistas e muito mais, e se tornou um ícone de Nova Iorque, como o Edifício Empire State, ou a Estátua da Liberdade
Os icones da cidade de Nova Iorque incluem a Estátua da Liberdade, a Ellis Island, o Empire State Building, e o World Trade Center, maio de 2001.
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Em 7 de Agosto de 1974, às sete da manhã, Philippe Petit, um jovem equilibrista francês, então com 24 anos, atravessou sobre um cabo de aço esticado, de uma torre para outra. Cruzou os 43 metros que separavam os dois edifícios (então ainda inacabados) por oito vezes. Ao todo foi uma aventura de 45 minutos a 400 metros do solo. Sem cabo de segurança. Apenas transportando uma pesada vara de contrapeso com oito metros de comprimento. E em 1977, George Willig escalou a torre sul.
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Incêndio de 13 de fevereiro de 1975
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Em 13 de fevereiro de 1975, a Torre Norte do WTC foi envolvida por um incêndio que se espalhou ao longo de quase metade do 11º andar. O incêndio se espalhou para outros andares através de aberturas no piso, que eram usadas para transportar fios de telefone. Os incêndios em outros pisos foram extintos quase que imediatamente, e os focos principais foram extinguidos em poucas horas. Não houve danos estruturais para a torre, pois as colunas eram protegidas com aço. Este acontecimento levou à instalação de um sistema de aspersão em ambas as torres. Bombeiros afirmam que os aspersores tinham sido instalados quando a torre foi construída, e o fogo provavelmente não teria se espalhado tanto como ocorreu realmente. Diferentemente dos danos causados pelo fogo, alguns andares abaixo sofreram danos causados pela água a partir da extinção do incêndio acima.
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Atentado de 1993
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Em 26 de Fevereiro de 1993, às 12h17min, um caminhão Ryder carregado com 682 quilogramas de dinamite plantado por Ramzi Yousefexplodiu na garagem do complexo, mais precisamente no canto sudeste do subsolo da Torre Norte, matando 6 pessoas, causando pânico em outras milhares e abrindo um buraco de 30m de profundidade (4 andares) no concreto das torres, causando um prejuízo de 300 milhões de dólares à seguradora. A ideia era de que a explosão derrubasse a Torre Norte sobre a Torre Sul, que consequentemente devastaria a área de Wall Street. Na época, as centenas de pessoas que ficaram presas em seus escritórios foram resgatadas pelos bombeiros e não precisaram passar pelas escadas escuras e asfixiantes. A partir do ataque de 1993, a Administração do Porto mandou instalar luzes de emergência em todas as escadas, salvando muitas pessoas nos ataques de 11 de setembro. Cerca de 28 pessoas que subiram até o topo da Torre Sul foram resgatadas pelo helicóptero da polícia. Isso criou uma esperança nas pessoas daquele 11 de Setembro, que poderiam esperar tranquilamente nos seus escritórios até a ajuda chegar, o que não foi possível devido ao calor intenso e fumaça densa impossibilitando a mera aproximação de aeronaves.
Ficheiro:WTC 1993 ATF Commons.jpg
A destruição causada pelo carro bomba.
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Os seis terroristas islâmicos foram presos em 1997 e 1998 e todos receberam pena de morte pelo ataque. Foi construído um memorial em forma de uma fonte às pessoas mortas no ataque na praça que ficava entre as Torres Gêmeas. Nos serviços de limpeza dos escombros após a queda das torres foram descobertos pedaços da fonte intactos.
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Privatização
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Em 1998, a Autoridade Portuária de Nova Iorque aprovou um plano para a privatização do World Trade Center. Em 2001 manifestou interesse público no arrendamento do World Trade Center a uma entidade privada. Como resultado, recebeu uma proposta de arrendamento do Vornado Realty Trust que representava a proposta conjunta elaborada entre a Brookfield Properties Corporation e a Boston Properties, e uma proposta conjunta da Silverstein Properties e do Grupo Westfield. Ao privatizar o World Trade Center, permitia-lhe que as verbas fossem incluídas nas receitas da cidade e se tornassem disponíveis para outros projectos da Autoridade Portuária. A 15 de Fevereiro de 2001, a Autoridade Portuária anunciou que o Vornado Trust tinha apresentado a melhor proposta para o arrendamento do World Trade Center, pagando US$ 3,25 biliões para os 99 anos de operação. A proposta do Vornado Trust tinha suplantado a do grupo de Silverstein em US$ 600 milhões, apesar deste ter elevado a sua oferta para US$ 3,22 biliões. No entanto, o Vornado Trust introduziu e insistiu em modificações de última hora ao proposto, incluindo a redução do período de arrendamento para 39 anos, que a Autoridade Portuária considerou não negociável. Como resultado, o Vornado Trust retirou-se e a proposta do grupo Silverstein foi aceite a 26 de Abril de 2001 e fechada a 24 de Julho do mesmo ano.
World Trade Center em julho de 2001
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Destruição
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Em 11 de setembro de 2001terroristas sequestraram o voo 11 da American Airlines e jogaram o avião na fachada norte da torre norte às 08:46, destruindo a torre entre os andares 93 e 99. Dezessete minutos depois, uma segunda equipe de terroristas colapsaram de forma semelhante o avião sequestrado do voo 175 da United Airlines na torre sul, destruindo o edifício entre os andares 77 e 85. O prejuízo causado à torre norte, pelo voo 11, destruiu todos os meios de evacuação de quem estava acima da zona de impacto, prendendo 1 344 pessoas. O voo 175 teve um impacto muito menos centrado em relação ao voo 11 e uma única escada foi deixada intacta, no entanto, poucas pessoas conseguiram passar com êxito por ela antes da torre desabar. Embora os andares da torre sul tenham sofrido um impacto menor, ao menos 700 pessoas morreram instantaneamente ou foram arremessadas. Às 9h59, a torre sul desabou devido ao incêndio, que prejudicou os elementos estruturais do aço, já enfraquecido com o impacto do avião. A torre norte desmoronou às 10:28, após se incendiar por aproximadamente 102 minutos.
O World Trade Center em chamas, após o impacto do United Airlines Flight 175 à Torre Sul (direita), e após o American Airlines Flight 11 ter atingido a Torre Norte (esquerda).
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Às 17:21 em 11 de setembro de 2001, o 7WTC desabou misteriosamente, existe a possibilidade de ter sido implodido. A 3WTC, um hotel da rede Marriott, foi destruído durante o colapso das duas torres. Os três edifícios restantes do complexo do WTC sofreram graves danos devido aos detritos e acabaram demolidos. O Deutsche Bank Building, localizado do outro lado da Liberty Street em relação ao complexo World Trade Center, foi depois condenado devido às condições tóxicas no interior do edifício que o tornavam inabitável; ele está passando por uma desconstrução. O Fiterman Hall do Borough of Manhattan Community College na 30 West Broadway também foi condenado devido aos danos ocorridos nos ataques e está previsto para também ser desconstruido.
Fotografia aérea do Ground Zero em 23 de setembro de 2001.
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Na sequência dos ataques, a imprensa sugeriu que dezenas de milhares de pessoas poderiam ter sido mortas nos ataques, visto que, como em qualquer outro dia, mais de 50 mil pessoas poderiam estar dentro torres do WTC. Posteriormente, 2.752 atestados de óbito foram apresentados relativos aos ataques de 11 de setembro, incluindo o apresentado por Felicia Dunn-Jones, que foi adicionada ao número de mortes oficiais em maio de 2007; Dunn-Jones faleceu cinco meses depois dos ataques por uma doença de pulmão associada à exposição a poeira durante o colapso do World Trade Center. Duas outras vítimas foram adicionadas ao número oficial de mortos pelo escritório médico legista da cidade de Nova Iorque: Dr. Philip Sneha Anne, que estava desaparecido desde um dia antes dos ataques, e Leon Heyward, um homem que desenvolveu um linfoma e, posteriormente, morreu em 2008, como resultado da ingestão de poeira durante os acontecimentos após os atentados às Torres Gêmeas. Cantor Fitzgerald LP, um banco de investimento nos andares 101a-105a do World Trade Center, perdeu 658 funcionários, muito mais do que qualquer outro empregador, enquanto a Marsh & McLennan Companies, localizada imediatamente abaixo ao banco, perdeu 295 funcionários, e 175 colaboradores da Aon Corporation foram mortos. 343 mortes foram de bombeiros de Nova Iorque, 84 eram funcionários da Autoridade Portuária, dos quais 37 eram membros da Autoridade Portuária Departamento de Polícia, e outros 23 foram os oficiais do New York City Police Department. De todas as pessoas que ainda estavam nas torres quando elas entraram em colapso, apenas 20 foram resgatadas com vida.
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Reconstrução
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O processo de limpeza e recuperação foi contínuo 24 horas por dia durante um período de oito meses. Os detritos foram transportados dolocal do World Trade Center para o aterro sanitário de Fresh Kills, em Staten Island, onde o material foi mais analisado. Em 30 de maio de 2002, foi realizada uma cerimônia para marcar oficialmente o fim dos esforços de limpeza. Em 2002, foi iniciada a construção de um novo 7 World Trade Center, situado ao norte do local principal do World Trade Center. Uma vez que não fazia parte do plano principal, foi Larry Silverstein capaz de proceder, sem demora, com a reconstrução do 7 World Trade Center, que foi concluído e inaugurado oficialmente em maio de 2006; este edifício tinha sido considerado uma prioridade desde o restabelecimento da Consolidated Edison Cos, uma subestação elétrica nos pisos inferiores do edifício, foi necessário para atender às demandas de energia de Lower Manhattan. Uma estação ferroviária temporária no World Trade Center foi inaugurada em novembro de 2003 e será substituída por uma estação permanente projetada por Santiago Calatrava.
Representação gráfica do novo complexo do World Trade Center, em Nova Iorque. O 1 World Trade Center está localizado à esquerda.
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O espaço vazio resultante da destruição do World Trade Center, tem inúmeros proprietários, incluindo Silverstein e a Autoridade Portuária, o que significa que o Governador do Estado de Nova YorkGeorge Pataki, tinha alguma autoridade sobre o local. Também as famílias das vítimas, as pessoas nos bairros adjacentes, o prefeito Michael Bloomberg e outros queriam participação no local. O governador Pataki estabeleceu a Lower Manhattan Development Corporation (LMDC) em novembro de 2001, uma comissão oficial para supervisionar o processo de reconstrução do local. A LMDC realizou uma concorrência para avaliar os possíveis projetos possíveis para o local. O Memory Foundations criado por Daniel Libeskind foi escolhido como o plano diretor para o local do World Trade Center. O plano incluí a Freedom Tower com 541 metros de altura (agora conhecida como One World Trade Center), bem como um memorial e uma série de torres de escritório. Fora da concorrência para a escolha do projeto do novo World Trade Center, um desenho de Michael Arad e Peter Walker, intitulado "Refletindo Ausência" foi selecionado em janeiro de 2004.
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Em 13 de março de 2006, os trabalhadores chegaram ao local do World Trade Center para remover detritos remanescentes dos ataques e iniciar o trabalho de construção. Isto marcou o início oficial da construção do National September 11 Memorial & Museum, embora com controvérsia e preocupações de alguns membros de famílias das vítimas. Em abril de 2006, a Autoridade Portuária e Larry Silverstein chegaram a um acordo em que Silverstein cedeu os seus direitos para desenvolver a Freedom Tower e a Torre Cinco em troca de um financiamento com a Liberty Bonds para a construção das Torres Dois, Três e Quatro. Em 27 de abril de 2006, uma cerimônia de início das obras foi realizada para a Freedom Tower.
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Em maio de 2006, os arquitetos Richard Rogers e Fumihiko Maki foram anunciados como os arquitetos das Torres Três e Quatro, respectivamente. Os desenhos finais das Torres Dois, Três e Quatro foram apresentados em 7 de setembro de 2006. A Torre Dois, ou 200 Greenwich Street, terá uma altura de total de 410 metros. A Torre Três, ou 175 Greenwich Street terá uma altura total de 383 metros. A Torre Quatro, ou 150 Greenwich Street, terá uma altura total de 288 metros. Em 22 de junho de 2007, a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey anunciou que o JP Morgan Chase vai construir a Torre Cinco, com 42 andares, no local ocupado atualmente pelo Deutsche Bank Building e Kohn Pedersen Fox foi selecionado como o arquiteto responsável pela obra.
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Controvérsia
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A construção de um novo World Trade Center foi recebida com várias críticas, que abrangem desde o design da obra até a mudança de nome. O prefeito de Nova YorkMichael Bloomberg, afirmou em 2003 que "A Freedom Tower não vai ser o One World Trade Center, será a Freedom Tower." Em 2005Donald Trump criticou o projeto da Freedom Tower, dizendo que a obra tinha "um design terrível".
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O World Trade Center na cultura popular
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O World Trade Center foi uma estrutura ícone e já apareceu em numerosos filmes, bem como em muitos shows de televisão, desenhos animados, revistas em quadrinhos, computador/video games, música e vídeos. As torres gêmeas apareceram em muitos programas populares, como FriendsSex and the CityNew York UndercoverNYPD Blue, nos desenhos Tartarugas NinjaThe Mr. Bill ShowOs Simpsons, e Family Guy. As torres também apareceram em filmes populares como Escape From New YorkGodspellKing Kong,Gremlins 2: The New BatchNew Jack CityHome Alone 2: Lost in New YorkShe-Devil. Em Deep Impact as Torres Gemeas são os únicos prédios não destruidos de Nova Iorque, Die Hard: With a VengeanceDaylightSleepless in SeattleThe WizArmageddonIndependence DayInteligência ArtificialCrocodile Dundee Crocodile Dundee IIeLembranças. As torres foram também apresentadas em clipes por músicos populares, como: You Are The One (A-HaJanet JacksonSpice GirlsMadonnaDepeche ModeLinkin Park.
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Os acontecimentos em torno do 11 de Setembro são retratados em vários documentários e filmes, incluindo dois grandes filmes feitos em 2006, World Trade Center de Oliver Stone, United 93 de Paul Greengrass e Flight 93 de Peter Markle. Vários filmes lançados após o 11/9 tiveram que remover as torres digitalmente, como em Spider Man e Zoolander. A partir de 2007 a maioria dos programas reapresentados pela TV optaram por não exibir as torres, cortando as partes aonde as mesmas vinham a aparecer em Friends e Os Simpsons.
Memorial "Tribute in light" em homenagem ao World Trade Center, em 2004. As torres foram destruídas nos Ataques de 11 de setembro de2001
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No jogo da Atari Driver Parallel Lines, que se passa em Nova Iorque, tem duas partes uma nos anos 70 e outra em 2006. Nos anos 80 você pode encontrar as torres gêmeas em forma digitalizada, mas se você procurá-la em 2006 irá encontrar o que se vê nos dias atuais, um terreno triste e sombrio.
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Na série de televisão Fringe, no episódio "There's More Than One of Everything", que encerra a primeira temporada, a última cena mostra a personagem Olivia Dunham em um universo paralelo, no qual as Torres Gêmeas não foram destruídas.
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Bounce é o 8º álbum de estúdio americano de hard rock Bon Jovi, lançado em 8 de outubro de 2002 pela Island Records. Produzido por Lucas Ebbin, Jon Bon Jovi e Richie Sambora, o álbum foi gravado no Santuário II Studio, em Nova Jersey. Bounce foi fortemente influenciada pelo 11 de setembro de 2001 atentados terroristas, em parte devido à proximidade Jon Bon Jovi de Nova York.
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O álbum vendeu mais de 160.000 cópias na primeira semana nos Estados Unidos, e estreou em # 2 na Billboard 200, tornando-a maior estreia do Bon Jovi na história da banda na época. No entanto, o álbum de estúdio da banda apenas para não ser disco de platina nos Estados Unidos. A faixa "Undivided " fala mais especificamente no rescaldo do 11 de setembro, e se tornou um favorito dos fãs fora do álbum. "
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Fonte: Wikipédia
Fotos e imagens: Reprodução do Wikipédia