.'. "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente" .'.
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domingo, 24 de março de 2013

CPI do Trabalho Escravo é encerrada sem relatório

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo, deputado Claudio Puty (PT-PA), acusou os parlamentares da bancada ruralista, na sexta-feira (22), de tentarem usar o colegiado para flexibilizar a legislação que trata do trabalho escravo. Já os ruralistas argumentam que Puty encerrou os trabalhos de forma “arbitrária” e “intransigente”.

Como os deputados ligados ao agronegócio eram maioria na comissão, Puty, com o apoio do relator da comissão, Walter Feldman (PSDB-SP), preferiu encerrar os trabalhos da CPI sem votar o relatório final para evitar a aprovação de um relatório paralelo que seria apresentado pelos ruralistas. Dos 28 membros, 20 tinham ligação com o setor produtivo.

“A bancada ruralista ocupou dois terços do corpo da CPI com uma pauta que me parece absolutamente descabida para aquela comissão: flexibilizar leis que protegem o trabalhador rural, propor diminuição da fiscalização do trabalho no campo e alterar o conceito de trabalho escravo”, criticou o petista. “Então, chegamos a um paradoxo: em vez de implementarmos um mecanismo para endurecer a fiscalização e erradicar essa vergonha que é o trabalho escravo no Brasil, mudar o conceito para que aquilo que fosse encontrado na forma de trabalho escravo não fosse considerado como tal”, destacou Puty.

Já o presidente em exercício da Frente Parlamentar Agropecuária, Luís Carlos Heinze (PP-RS), rebateu dizendo que a intenção era discutir o conceito de jornada excessiva e trabalho degradante. “Queríamos prazo para fazer um relatório de comum acordo. Mas Puty encerrou arbitrariamente a CPI. Agora, vamos tentar negociar com o Ministério do Trabalho na próxima semana”, comentou Heinze.

Segundo ele, levantamento feito pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) mostrou que cerca de 90% das propriedades rurais cumprem a atual legislação referente ao trabalho escravo. Contudo, ele pondera que a Norma Reguladora 31 não é clara em relação a determinados conceitos, o que abre margem para interpretações dos fiscais. Com isso, acaba havendo “abuso” de alguns fiscais do ministério, ressaltou.

Puty lembrou, no entanto, que, em várias visitas da comissão a propriedades rurais, foram identificados casos de trabalhadores em situação análoga à de escravidão. Em alguns desses casos, os membros da CPI encontraram trabalhadores sem água potável e comendo carne estragada, disse ele. “Vimos nas fazendas do mundo rural brasileiro trabalhadores em situação degradante. Isso tem diminuído com o tempo, mas, se não tivermos um forte sistema de fiscalização, elas voltarão. O Estado brasileiro reconheceu a existência do trabalho escravo e partimos desse ponto, chancelado pelos três últimos presidentes, para propor medidas. Infelizmente, não há possibilidade de acordo [na CPI] que não seja um ataque aos trabalhadores rurais e aos direitos trabalhistas”, disse o petista.

Como não houve acordo para prorrogar os trabalhos, a CPI encerrou suas atividades sem apresentação e votação do relatório. Puty disse que pretende elaborar um levantamento dos trabalhos e apresentar ao Ministério Público do Trabalho.

Data da Publicação: 22 de março de 2013
Fonte: Agência Brasil via Correio do Povo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os ‘pecados eleitorais’ que afetam a comunidade canoense

Uma cidade como Canoas, com mais de 300 candidatos a vereador, torna-se impossível fiscalizar as ‘‘manobras’’ para chamar a atenção dos eleitores, nesta campanha eleitoral que está se findando. São milhares de placas, cavaletes, panfletos, veículos equipados com som, bonecos e outros tantos apetrechos que se possa usar na campanha.
No flagrante da semana, placas do atual gestor expostas abaixo de outdoor às margens da BR 116, local aonde está por sair um túnel da Domingos Martins. Pelas leis que está no site do Tribunal Superior Eleitoral www.tse.jus.br, é vedada a veículação de propaganda eleitoral em áreas públicas.

Em contato com a Roberta Pereira, do Canoas XXI, não é qualquer pessoa que se possa ter acesso as informações sobre as áreas públicas no município. Segundo ela, Canoas é uma das primeiras cidades no ranking no Estado, em situação de invasão de áreas. Ela ainda frisou que para saber qual área é publica ou não, somente com processo para liberar informações, mas afirmou que o local do futuro túnel é área pública.

Área pública que será utilizada para a construção do túnel da Domingos
Martins, está com diversas placas eleitorais.
No bairro Harmonia, pedestres após atravessarem a Rua Saldanha da Gama pedem ‘‘licença’’ para as placas eleitorais colocadas junto à faixa de segurança.
Conforme a chefe de cartório, Silvia Adriana Sarturi, a população que verificar qualquer anormalidade pode se dirigir ao cartório (Conjunto Comercial), para maiores informações.

Redação
Fotos: Venicius Maciel