.'. "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente" .'.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pescador de Xangri-lá pega tubarão-martelo de quase 300 quilos

Pescador profissional há 10 anos, Jaime Souza da Silva, 51 anos, pegou o maior peixe de sua carreira na tarde de sábado (18), na praia de Xangri-lá, no Litoral Norte. Era um tubarão-martelo, com 3,4 metros de comprimento e 294 quilos.
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Tubarão-martelo tinha 3,4 metros

— É muito difícil um peixe desses cair na rede. Deu o acaso de ele ficar enrolado ali — conta o pescador, que diz já ter pego tubarão branco na mesma praia em outras pescarias.

O peixe já foi transformado em filé para vender. Bem mais valorizada do que a curvina, principal espécie encontrada na praia, a carne de tubarão pode render um dinheiro extra para o pescador neste fim de ano.

De acordo com Lauro Barcellos, diretor do Museu Oceanográfico da Furg, a pesca deste animal foi uma lástima.

— Animais como este não deveriam ser pescados. Eles vêm para esta região para se reproduzir de novembro a março. Este animal certamente estava aqui para reprodução. É uma barbaridade um fato desses — destaca.

Barcellos explica que das seis espécies de tubarão-martelo, duas são encontradas no Estado. Este tubarão não costuma atacar pessoas.

Segundo o 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, com sede em Xangri-lá, a pesca do tubarão é permitida no Brasil, exceto para espécies em risco de extinção, como o cação-anjo ou o tubarão-baleia. Porém, a BM ressalta que os tubarões equilibram o habitat marinho e, quando um animal destes é retirado da cadeia alimentar, a população abaixo dele aumenta e leva algum tempo para atingir um novo equilíbrio.

Data da Publicação: 18 de novembro de 2012
Fonte: Leila Endruweit e Taís Seibt/Zero Hora
Foto: Arquivo Pessoal

sábado, 21 de julho de 2012

Quatro pessoas morrem em colisão que envolveu caminhões e carros em Pouso Novo

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Uma colisão frontal entre dois caminhões e dois automóveis, no km 294 da rodovia Soledade-Lajeado (BR-386), próximo a Pouso Novo, no Vale do Taquari, deixou um saldo de quatro mortos, incluindo uma criança, e de um ferido grave. O acidente, que aconteceu por volta da 0h15min, no sentido Capital-Interior, provocou a interrupção total do tráfego até por volta das 4h, quando uma das pistas foi liberada parcialmente.
O desastre aconteceu a seis quilômetros da sede do município de Pouso Novo, em uma subida da serra em direção a Soledade. O local tem pista dupla para os veículos que sobem.
Conforme o testemunho de sobreviventes e também de peritos, o acidente teria começado quando um caminhão Volvo com placas de Canoas não venceu uma curva, derrapou, capotou na descida da serra e teria invadido a pista contrária, segundo testemunhas. Ele colidiu de frente com um Gol com placas de Xangri-lá, matando três dos quatro ocupantes do veículo. O cargueiro ainda bateu em um Astra de Canoas e em um caminhão com placas de Carazinho.
As vítimas que estavam no Gol foram identificadas como Valdir Machado de Vargas, 41 anos, Rosa de Fátima Machado da Rosa, 36 anos, e Eduarda de Fátima Machado Vargas, 6 anos, todos da mesma família. O condutor do Gol, Gentil Machado de Vargas, sobreviveu e foi conduzido ao Hospital de Lajeado, com ferimentos graves. Conforme apuração da Polícia Civil, os Vargas se deslocavam para a cidade de Redentora (região do Alto Uruguai), onde teriam parentes, embora estivessem radicados no Litoral.
Morreu também no acidente o motorista do Volvo, Edson Luiz Alves Biscuby, 50 anos. O caminhão estava carregado de azeite, que vazou para a pista, forçando a interdição da rodovia.
Conforme depoimento prestado à Polícia Civil pelo motorista do Scania, Alípio Lopes da Silva, de Carazinho, o Volvo vinha em ziguezague descendo a serra, quando tombou de lado e invadiu as duas pistas contrárias (a pista da subida é dupla). Primeiro ele colidiu contra o Gol, depois acertou o Astra e o Scania de Alípio.
A BR-386 é uma estrada cheia de curvas e o trecho onde aconteceu a colisão dos quatro veículos é especialmente perigoso, porque está localizado em uma região de serra.
— O local ali costuma registrar muitos acidentes. É conhecido como Curva do S — descreve o escrivão da Polícia Civil Anderson Jordani, que esteve no local do acidente.
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Data da Publicação: 21 de julho de 2012
Fonte: Zero Hora (Porto Alegre - RS)
Foto: Evandro Guerreiro/PRF