Polícia Federal prendeu mais de 30 pessoas suspeitas de participar de uma quadrilha de exploração de jogos ilegais, em Goiás. Um dos presos é o empresário do ramo de jogos Carlinhos Cachoeira, que ficou conhecido em outro escândalo de corrupção.
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vai passar a noite na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No depoimento, ele não quis falar. O Ministério Público pediu que ele seja transferido para um presídio federal. O advogado dele, que vai entrar com um pedido de habeas corpus, qualifica a prisão como um exagero.
“O que eu tenho certeza absoluta é que isso foi superdimensionado. Isso parte de uma simples contravenção, é caso de juizado de pequenas causas”, fala o advogado Ricardo Sayeg.
Carlinhos Cachoeira ficou conhecido, em 2004, depois da divulgação de um vídeo em que, Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, aparecia supostamente pedindo propina a Cachoeira. As imagens teriam sido gravadas em 2002 quando Waldomiro era presidente da Loterj. O caso foi o primeiro escândalo no governo Lula.
De acordo com a polícia, o empresário do ramo de jogos foi preso agora por suspeita de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis, em Goiás, há 17 anos.
Cento e oitenta mil reais em dinheiro vivo foram apreendidos na casa dele. Na operação, a Polícia Federal cumpriu mandados em quatro estados e no Distrito Federal. Mais de 30 pessoas foram presas, entre elas vários policiais: federais, militares e civis, inclusive delegados - além de servidores públicos que participariam do esquema.
Segundo os investigadores, os policiais presos protegiam a quadrilha: eles avisavam sobre qualquer investigação envolvendo o esquema criminoso e só faziam operações em casas de jogos rivais de Cachoeira. Ainda de acordo com a investigação, em troca, os policiais recebiam propina regularmente. Os valores variavam entre R$ 200 e R$ 4 mil por mês.
“A propina era paga, vamos dizer assim, pela função de cada um na organização”, explica o coordenador da operação, Matheus Rodrigues.
Data da publicação: 01 de março de 2012
Fonte: Jornal da Globo e Globo.com
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vai passar a noite na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No depoimento, ele não quis falar. O Ministério Público pediu que ele seja transferido para um presídio federal. O advogado dele, que vai entrar com um pedido de habeas corpus, qualifica a prisão como um exagero.
“O que eu tenho certeza absoluta é que isso foi superdimensionado. Isso parte de uma simples contravenção, é caso de juizado de pequenas causas”, fala o advogado Ricardo Sayeg.
Carlinhos Cachoeira ficou conhecido, em 2004, depois da divulgação de um vídeo em que, Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, aparecia supostamente pedindo propina a Cachoeira. As imagens teriam sido gravadas em 2002 quando Waldomiro era presidente da Loterj. O caso foi o primeiro escândalo no governo Lula.
De acordo com a polícia, o empresário do ramo de jogos foi preso agora por suspeita de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis, em Goiás, há 17 anos.
Cento e oitenta mil reais em dinheiro vivo foram apreendidos na casa dele. Na operação, a Polícia Federal cumpriu mandados em quatro estados e no Distrito Federal. Mais de 30 pessoas foram presas, entre elas vários policiais: federais, militares e civis, inclusive delegados - além de servidores públicos que participariam do esquema.
Segundo os investigadores, os policiais presos protegiam a quadrilha: eles avisavam sobre qualquer investigação envolvendo o esquema criminoso e só faziam operações em casas de jogos rivais de Cachoeira. Ainda de acordo com a investigação, em troca, os policiais recebiam propina regularmente. Os valores variavam entre R$ 200 e R$ 4 mil por mês.
“A propina era paga, vamos dizer assim, pela função de cada um na organização”, explica o coordenador da operação, Matheus Rodrigues.
Data da publicação: 01 de março de 2012
Fonte: Jornal da Globo e Globo.com
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