.'. "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente" .'.

sexta-feira, 30 de março de 2012

PF prende mais de 30 suspeitos de explorar jogos ilegais em Goiás

Polícia Federal prendeu mais de 30 pessoas suspeitas de participar de uma quadrilha de exploração de jogos ilegais, em Goiás. Um dos presos é o empresário do ramo de jogos Carlinhos Cachoeira, que ficou conhecido em outro escândalo de corrupção.
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vai passar a noite na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No depoimento, ele não quis falar. O Ministério Público pediu que ele seja transferido para um presídio federal. O advogado dele, que vai entrar com um pedido de habeas corpus, qualifica a prisão como um exagero.
“O que eu tenho certeza absoluta é que isso foi superdimensionado. Isso parte de uma simples contravenção, é caso de juizado de pequenas causas”, fala o advogado Ricardo Sayeg.
Carlinhos Cachoeira ficou conhecido, em 2004, depois da divulgação de um vídeo em que, Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, aparecia supostamente pedindo propina a Cachoeira. As imagens teriam sido gravadas em 2002 quando Waldomiro era presidente da Loterj. O caso foi o primeiro escândalo no governo Lula.
De acordo com a polícia, o empresário do ramo de jogos foi preso agora por suspeita de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis, em Goiás, há 17 anos.
Cento e oitenta mil reais em dinheiro vivo foram apreendidos na casa dele. Na operação, a Polícia Federal cumpriu mandados em quatro estados e no Distrito Federal. Mais de 30 pessoas foram presas, entre elas vários policiais: federais, militares e civis, inclusive delegados - além de servidores públicos que participariam do esquema.
Segundo os investigadores, os policiais presos protegiam a quadrilha: eles avisavam sobre qualquer investigação envolvendo o esquema criminoso e só faziam operações em casas de jogos rivais de Cachoeira. Ainda de acordo com a investigação, em troca, os policiais recebiam propina regularmente. Os valores variavam entre R$ 200 e R$ 4 mil por mês.
“A propina era paga, vamos dizer assim, pela função de cada um na organização”, explica o coordenador da operação, Matheus Rodrigues.


Data da publicação: 01 de março de 2012
Fonte: Jornal da Globo e Globo.com

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