.'. "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente" .'.
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domingo, 24 de março de 2013

Força-tarefa do MP examina inquérito da tragédia de Santa Maria

Uma força-tarefa foi constituída pelo Ministério Público para enfrentar o exame do inquérito policial que foi entregue no Foro de Santa Maria, na sexta-feira (22), e em seguida foi encaminhado para vista. O promotor de Justiça da Vara Criminal, Joel Oliveira Dutra, disse que o grupo iria começar a examinar ainda ontem (22) a peça que relata o que a Polícia Civil conseguiu apurar sobre a maior tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, o incêndio da boate Kiss, que tirou a vida de 241 pessoas.
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Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss

De acordo com Dutra, mais dois promotores de Justiça, além dele, ficam somente nesse caso. São Maurício Trevisan e Davi Medina, este último de Porto Alegre, e também a promotora Ivanise Jann de Jesus, da área cível, conforme anunciou o MP, sem citar os servidores. Ainda não há uma previsão para o término da análise. “Creio ser difícil concluir a análise nos cinco dias, determinados por lei”, comentou o promotor de Justiça, destacando a quantidade de documentos a serem examinados. “Não temos como falar em prazos, mas vamos fazer em tempo hábil”, acentuou.

Os defensores dos indiciados já iniciaram, na sexta-feira (22), uma estratégia para que os cinco dias sejam respeitados. O advogado de Mauro Hoffmann (um dos sócios da Kiss), Mário Cipriani, disse acreditar que o prazo começou a contar a partir de sexta-feira (22) e que irá aguardar a decisão no tempo prescrito por lei: cinco dias. Após a manifestação do MP, o advogado disse que pretende postular a liberdade de seu cliente. Se o prazo levar mais do que cinco dias, o advogado é categórico: “O Ministério Público pode levar o tempo que quiser para fazer a análise e se pronunciar, mas isso desde que as pessoas estejam em liberdade”. Cipriani completou: “Tenho a intenção de na segunda ou na terça entrar com o pedido de liberdade de Hoffmann”. 

O defensor de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Omar Obregon, também espera a manifestação do MP para definir a sua estratégia. Santos e os outros não estão em liberdade, considerou o advogado, porque o pedido de prisão preventiva foi acolhido pelo Ministério Público. “Ou seja: a decisão saiu da esfera policial, com a entrega do inquérito e passou para o Ministério Público”, explicou. “Agora são os promotores de Justiça que devem decidir se mantêm ou não o meu cliente e os outros presos”, afirmou.

Data da Publicação: 23 de março de 2013
Fonte: Paulo Roberto Tavares/Correio do Povo
Foto: Tarsila Pereira/CP

sexta-feira, 30 de março de 2012

PF prende mais de 30 suspeitos de explorar jogos ilegais em Goiás

Polícia Federal prendeu mais de 30 pessoas suspeitas de participar de uma quadrilha de exploração de jogos ilegais, em Goiás. Um dos presos é o empresário do ramo de jogos Carlinhos Cachoeira, que ficou conhecido em outro escândalo de corrupção.
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vai passar a noite na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No depoimento, ele não quis falar. O Ministério Público pediu que ele seja transferido para um presídio federal. O advogado dele, que vai entrar com um pedido de habeas corpus, qualifica a prisão como um exagero.
“O que eu tenho certeza absoluta é que isso foi superdimensionado. Isso parte de uma simples contravenção, é caso de juizado de pequenas causas”, fala o advogado Ricardo Sayeg.
Carlinhos Cachoeira ficou conhecido, em 2004, depois da divulgação de um vídeo em que, Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, aparecia supostamente pedindo propina a Cachoeira. As imagens teriam sido gravadas em 2002 quando Waldomiro era presidente da Loterj. O caso foi o primeiro escândalo no governo Lula.
De acordo com a polícia, o empresário do ramo de jogos foi preso agora por suspeita de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis, em Goiás, há 17 anos.
Cento e oitenta mil reais em dinheiro vivo foram apreendidos na casa dele. Na operação, a Polícia Federal cumpriu mandados em quatro estados e no Distrito Federal. Mais de 30 pessoas foram presas, entre elas vários policiais: federais, militares e civis, inclusive delegados - além de servidores públicos que participariam do esquema.
Segundo os investigadores, os policiais presos protegiam a quadrilha: eles avisavam sobre qualquer investigação envolvendo o esquema criminoso e só faziam operações em casas de jogos rivais de Cachoeira. Ainda de acordo com a investigação, em troca, os policiais recebiam propina regularmente. Os valores variavam entre R$ 200 e R$ 4 mil por mês.
“A propina era paga, vamos dizer assim, pela função de cada um na organização”, explica o coordenador da operação, Matheus Rodrigues.


Data da publicação: 01 de março de 2012
Fonte: Jornal da Globo e Globo.com